A expansão da Guerra Cisplatina para a margem africana do Atlântico

  • Marcelo Rodrigues de Oliveira Primeiro-Tenente do Quadro Técnico Temporário da Marinha, graduado em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). É pós-graduado em história das relações internacionais pela mesma universidade e também possui o curso de pós-graduação em história militar brasileira pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO) e Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB). Atualmente exerce a função de pesquisador no Departamento de História da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.
Palavras-chave: Comércio transatlântico de escravos, Armada Imperial, Guerra de Corso

Resumo

Neste artigo buscaremos comprovar que a Guerra Cisplatina (1825-1828) gerou necessidades de proteção do comércio transatlântico de escravos africanos para o Brasil, pois corsários das Províncias Unidas do Rio da Prata cruzaram o Atlântico, visando apresar navios negreiros destinados ao Brasil. Em 1827, no ápice da guerra de corso, o governo imperial determinou o estabelecimento de uma Força Naval no litoral de Angola, com o propósito de garantir a segurança dos navios empregados no “comércio de almas”.

Publicado
2020-06-09