DA TRÍPLICE À QUÁDRUPLA HÉLICE: A COMUNIDADE COMO EIXO INTEGRADOR NA BIOTECNOLOGIA MARINHA

Autores

  • Ricardo Coutinho
  • Tailah Bernardo de Almeida
  • Mariana de Sousa Santos Hempel
  • Alexandre Dias Kassuga
  • José Eduardo Arruda Gonçalves
  • Louisi Souza de Oliveira
  • Luciana Vicente Resende de Messano
  • Nelson Mauro Neto
  • Sávio Henrique Calazans Campos
  • Giselle Pinto de Faria Lopes
  • Lohengrin Dias de Almeida Fernandes

Palavras-chave:

Community-First, Comunidade em Primeiro Lugar, Modelos de inovação, Economia azul, Soberania tecnológica

Resumo

A filosofia  da Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) da Marinha (EMA-415) prevê que ações de
inovação na Marinha do Brasil (MB) priorizem o envolvimento dos atores da Tríplice Hélice (TH): academia, governo e setor produtivo.
Contudo, modelos tradicionais de inovação como a TH e a Quádrupla Hélice (QH) demonstram limitações em contextos
em que a interação institucional é frágil, como ocorre no Brasil. Dessa forma, nosso grupo estabeleceu um modelo alternativo da
QH, denominado “Community-First”, no qual a comunidade é a quarta hélice, concebida como um espaço de integração entre os três atores da TH. Com base nesse modelo, avaliamos a implementação de uma Comunidade em Biotecnologia Marinha, área selecionada
por seu potencial estratégico e por possuir entraves que dificultam a inovação aplicada. A proposição baseou-se em entrevistas
qualitativas com representantes dos três setores, análise das informações obtidas e validação da implantação da Comunidade.
Os resultados evidenciaram insatisfações comuns entre os setores. A validação estatística confirmou a consistência do modelo
e reforçou a convergência entre dados qualitativos e quantitativos, demonstrando que a Comunidade de fato pode mitigar as
limitações dos modelos tradicionais de inovação. Também definimos indicadores para, futuramente, avaliar sua efetividade e
sugerimos um modelo de implantação da QH no futuro Centro Nacional para Investigação, Experimentação e Inovação Marinha
em Biotecnologia (CeNIEMar-Biotec), que será construído no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM).
Com isso, concluímos que a Comunidade proposta tem potencial de atuar como plataforma de integração intersetorial e de fortalecimento da inovação, alinhada ao EMA-415 e ao Plano Estratégico da Marinha (PEM-2040).

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Publicado

2026-06-16

Edição

Seção

Meio Ambiente Operacional

Como Citar

DA TRÍPLICE À QUÁDRUPLA HÉLICE: A COMUNIDADE COMO EIXO INTEGRADOR NA BIOTECNOLOGIA MARINHA. (2026). Revista Pesquisa Naval, 1(37), 127-134. https://portaldeperiodicos.marinha.mil.br/index.php/pesquisanaval/article/view/8712

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