Modelos experimentais de estresse pós-traumático e sua relevância para a saúde militar
DOI:
https://doi.org/10.22491/2764-2860.2025.8473Palavras-chave:
Saúde Militar, Transtornos de Estresse Pós-Traumáticos, Pesquisa Translacional Biomédica, Métodos Terapêuticos ComplementaresResumo
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é um distúrbio psiquiátrico multifacetado, caracterizado por sintomas persistentes após a exposição a eventos traumáticos. Sua prevalência é elevada em contextos militares, onde a vivência de situações de risco extremo potencializa a vulnerabilidade ao transtorno. Este artigo de revisão discute os avanços e desafios nos modelos animais utilizados para investigar os mecanismos neurobiológicos do TEPT, com ênfase nas implicações militares. Destacam-se disfunções no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, alterações no sistema renina-angiotensina-aldosterona e respostas imunológicas desreguladas, que em conjunto revelam a complexidade da fisiopatologia. Modelos experimentais, baseados em estressores sociais, predatórios e físicos, têm contribuído para reproduzir sintomas análogos aos observados em humanos, embora apresentem limitações quanto à validade translacional. Abordagens recentes sugerem que a combinação de múltiplos estressores em protocolos imprevisíveis pode simular de forma mais fiel os traumas típicos de cenários de combate. Além disso, estudos apontam para a necessidade de incorporar variáveis genômicas, diferenças sexuais e análises de longo prazo para melhor compreender a gênese e a persistência dos sintomas. Assim, os modelos animais se consolidam como ferramentas indispensáveis para o avanço da neuropsiquiatria translacional, fornecendo subsídios relevantes para a compreensão do TEPT em populações militares.
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