Oceanos e ordem mundial. A convenção das Nações Unidas sobre o direito do mar como fator da mudança geopolítica no Oceano Ártico e Oceania

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21544/2359-3075.31140

Palavras-chave:

Recessão Geopolítica, Ordem Mundial, Oceano Ártico, Oceania

Resumo

A geopolítica define e descreve muitas crises e conflitos no panorama atual das relações internacionais. Sua relevância suscita expressões como “recessão geopolítica” e, de modo geral, uma ênfase no colapso ou no fim da ordem mundial consolidada após a Segunda Guerra Mundial, considerando que as mudanças geopolíticas têm sido insuficientemente analisadas na literatura sobre relações internacionais (nacionalismo marítimo e fragmentação do espaço oceânico). A questão analisada é: em que medida o espaço marítimo está passando por processos semelhantes de recessão, crises ou colapso geopolítico, a partir dos quais avaliações comparáveis podem ser feitas em termos do significado abrangente dessas mudanças e transformações geopolíticas? Argumenta-se que os espaços oceânicos, mesmo quando inseridos em uma ordem territorial mais ampla, podem apresentar discordâncias explícitas, em suas regulamentações, contrastando com os domínios terrestres. Dois estudos de caso são utilizados como exemplos: região do Ártico e oceano Pacífico centro-oriental (Oceania). O fato de haver um consenso transideológico em torno da projeção da soberania e dos direitos jurisdicionais dos Estados sobre o espaço marítimo sugere que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) atua como uma espécie de “válvula de escape” para os impulsos expansionistas dos Estados.

Biografia do Autor

  • Juan Luis Suárez de Vivero, Universidade de Sevilha

    Oficial da Marinha Mercante. Professor de Geografia Humana na Universidade de Sevilha (Professor Emérito). Sua atividade de pesquisa concentra-se nas consequências geográficas da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, na política marítima e na gestão costeira e marinha. Autor de mais de cem publicações acadêmicas em livros e periódicos internacionais (Marine Policy, Ocean and Coastal Management, Sociologia Ruralis, Coastal Management, Geopolitics, Blackwell Science, Ashgate, Kluwer Academic Press, Amsterdam University Press, Thomson Reuters, Routledge, Springer) e consultor de organizações nacionais e internacionais (Parlamento Europeu, Comissão Europeia, Plano de Ação para o Mediterrâneo, Banco Interamericano de Desenvolvimento, COI-UNESCO).

  • Juan Carlos Rodríguez Mateos, Universidade de Sevilha

    Licenciado em Geografia e História e Doutor em Geografia. Professor de Geografia Humana na Universidade de Sevilha. No âmbito docente, possui uma vasta experiência tanto no ensino universitário como no ensino não universitário e ocupou diversos cargos de gestão. Atualmente, é diretor do Departamento de Geografia Humana da Universidade de Sevilha. No âmbito da investigação, participou em numerosos projetos regionais, nacionais e europeus cujos temas abrangem a gestão das pescas, o ordenamento do espaço marítimo ou a geopolítica marítima. Publicou em revistas de primeira linha (Marine Policy, Ocean & Coastal Management, Geopolitics...) e em editoras de prestígio contratado, como Springer, Ashgate ou Kluwer. Também participou em projetos e tarefas de assessoria a instituições do governo autonómico da Andaluzia.

  • Etiene Villela Marroni, Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

    Professora Associada III no Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGCPol) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Brasil. Líder do GP CNPq Centro de Estudos Estratégicos e Planejamento Espacial Marinho (CEDEPEM) e pesquisadora associada em grupos de pesquisa nacionais e internacionais. Seus estudos concentram-se nas Humanidades aplicadas ao Planejamento Espacial Marinho, abordando temas como cooperação internacional, empoderamento comunitário e políticas ambientais. É autora de artigos publicados em periódicos como Development Studies Research (Taylor and Francis), Ocean & Coastal Management, Le Monde Diplomatique e International Journal of Geosciences, além de capítulos de livros publicados por editoras como Routledge, Palgrave, IRD Éditions, Nova Science Publishers e Editora Textos (Brasil).

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Publicado

2025-12-16

Como Citar

Oceanos e ordem mundial. A convenção das Nações Unidas sobre o direito do mar como fator da mudança geopolítica no Oceano Ártico e Oceania. (2025). Revista Da Escola De Guerra Naval, 31(1), p. 251-293. https://doi.org/10.21544/2359-3075.31140

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