Uma análise do Poder Naval soviético nos anos 1960 à luz dos textos de Geoffrey Till e Cláudio Senna
Palavras-chave:
Marinha da URSS, Manobra de Crise, Cláudio Senna, Geoffrey TillResumo
Com pouca expressão de poder nos oceanos, a Marinha da Ex-URSS (MURSS) fracassou nas Manobras de Crise em Cuba (1962) e no Congo (1960-1965), porém, passou por mudanças que a transformaram em uma marinha poderosa no final da década de 1960. Este artigo busca esclarecer as razões para os fracassos daquelas manobras de crise e como aquela Força foi transformada em uma marinha de águas oceânicas. Para tal, confrontamos as teorias de Geoffrey Till e de Cláudio Senna com a construção do Poder Naval soviético naquele período. Confirmamos que, ao final daquela década, a MURSS estava apta para respaldar os interesses políticos da Ex-URSS, utilizando as Manobras de Crise. Isso foi possível, especialmente, porque aquele Estado preparou a MURSS para cumprir as Missões Estratégicas, conforme descritas posteriormente por Geoffrey Till.

