Análise de prescrições em um serviço de farmácia ambulatorial em hospital de alta complexidade no Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.22491/2764-2860.2025.7913Keywords:
Uso Racional de Medicamentos; prescrição médica; Indicadores de Qualidade de Prescrição; Segurança do Paciente; Assistência Farmacêutica.Abstract
A prescrição adequada é essencial para o uso racional de medicamentos e para a segurança do paciente. Este estudo avaliou a qualidade das prescrições atendidas no Setor de Distribuição de Medicamentos (SeDiMe) do Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD), com foco na legibilidade, tipo de prescrição, utilização da Denominação Comum Brasileira (DCB), presença de nomes comerciais e adesão à lista padronizada do Sistema de Saúde da Marinha (SSM). Trata-se de estudo transversal realizado entre agosto e setembro de 2024, no qual foram analisadas 234 prescrições contendo 846 itens prescritos. Das prescrições avaliadas, 94,6% eram provenientes do SSM, das quais 43,9% digitadas e 56,1% manuscritas. Erros foram identificados em 11,5% das prescrições, sendo a ausência de dosagem o mais frequente (40,7%). Quanto à nomenclatura, 72,9% dos medicamentos foram prescritos pela DCB e 27,1% por nome comercial, prática mais comum em medicamentos não padronizados (42,0%). Observou-se ainda que 68,2% dos itens prescritos eram padronizados no SisDiMe. Pode-se concluir que, apesar dos avanços no uso de prescrições digitais e na adesão parcial à DCB, ainda persistem fragilidades relacionadas à ocorrência de erros e ao uso expressivo de nomes comerciais. É necessária implementação de estratégias institucionais voltadas à capacitação dos prescritores e à expansão da prescrição eletrônica, a fim de promover maior segurança do paciente e fortalecer a Assistência Farmacêutica no âmbito do SSM.
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